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Snapdragon, Dimensity, Exynos: o que significam os nomes dos chips

Números e letras como 8 Elite Gen 5, 9500s ou A20 Pro revelam categoria e geração do processador do celular. Aprenda a decifrar antes de comprar.

Por Redação Plugado News
· 3 min de leitura

Snapdragon 8 Elite Gen 5, Dimensity 9500, Exynos 2600, A20 Pro. Na ficha técnica de qualquer celular aparece um nome desses, que mais parece senha de Wi-Fi. Mas eles não são aleatórios: as letras e os números dizem muito sobre a categoria e a geração do processador, o "cérebro" do aparelho.

O problema, como explica o Canaltech, é que não existe uma regra única. Cada fabricante inventa a sua, e nem sempre explica o que cada código significa. Mesmo assim, dá para identificar padrões úteis. Veja como decifrar os principais.

Qualcomm Snapdragon

A Qualcomm, que equipa boa parte dos celulares Android, usa o primeiro número para indicar a categoria:

  • Snapdragon 8: topo de linha, os chips mais avançados;
  • Snapdragon 7: intermediário premium;
  • Snapdragon 6: intermediário;
  • Snapdragon 4: celulares de entrada e mais baratos.

Os complementos ajudam a entender o resto. "Elite" marca as versões mais potentes, e "Gen" é abreviação de geração em inglês. Assim, o Snapdragon 8 Elite Gen 5 é um chip topo de linha, da linha Elite, de quinta geração.

A numeração confunde até quem acompanha o assunto. Segundo o Canaltech, o antecessor do 8 Elite Gen 5 foi o 8 Elite, sem número, porque a Qualcomm o considera a quarta geração da família que começou com o 8 Gen 1.

As letrinhas do Snapdragon

  • s (como em 8s Gen 4): versões um pouco mais acessíveis dentro da linha premium;
  • Plus ou +: versão melhorada de um modelo;
  • for Galaxy: versão ajustada para celulares Samsung, geralmente com frequência um pouco maior.

Um alerta do Canaltech: o "s" costuma ser associado a "um degrau abaixo do topo", mas a Qualcomm não confirma esse significado, e a diferença real varia de chip para chip.

MediaTek Dimensity

A MediaTek, muito presente em celulares intermediários vendidos no Brasil, usa números de quatro dígitos. De novo, o primeiro algarismo é o que mais importa:

  • Dimensity 9000: topo de linha;
  • Dimensity 8000: premium e intermediário superior;
  • Dimensity 7000: intermediário;
  • Dimensity 6000: intermediário mais acessível.

O Dimensity 9500, por exemplo, pertence à família topo de linha. Os outros números diferenciam os modelos, mas um número maior não significa, necessariamente, um ganho proporcional de desempenho.

As letras seguem lógica parecida: s indica uma alternativa mais acessível, e é associado a versões mais econômicas (sem confirmação oficial) e + aponta uma versão aprimorada.

Samsung Exynos

A Samsung fabrica seus próprios chips, os Exynos. A regra geral é:

  • Exynos 2000 (como o 2600): topo de linha, usados em parte da linha Galaxy S;
  • Exynos 1000 (como o 1580): intermediários, comuns na linha Galaxy A;
  • Exynos 800 e abaixo: modelos de entrada.

Apple A e Google Tensor

A Apple é a mais simples de entender. O número indica a geração: o A20 sucede o A19, e assim por diante. O sufixo Pro aparece nos chips dos iPhones Pro, que costumam ter mais núcleos gráficos ou outras melhorias.

O Google segue linha parecida nos celulares Pixel: o Tensor G5 é a quinta geração de chips próprios da empresa.

Como usar isso na hora de comprar

Saber ler esses nomes ajuda a fugir de armadilhas. Algumas dicas práticas:

  • Olhe a categoria primeiro. Um Snapdragon 7 recente costuma ser melhor que um Snapdragon 4 novinho, mesmo que o celular seja do mesmo ano.
  • Desconfie de comparação só pelos números. Um Snapdragon 8 de três gerações atrás ainda pode ser mais forte que um intermediário atual, mas tende a gastar mais bateria e a receber atualizações por menos tempo.
  • Compare marcas com testes, não com nomes. Não dá para saber se um Dimensity 8000 bate um Snapdragon 7 só pelo nome. Procure avaliações de desempenho e bateria.
  • O chip não é tudo. Tela, câmera, bateria e tempo de atualizações do sistema pesam tanto quanto o processador.

Com essas regras em mente, aquela sopa de letrinhas na caixa do celular passa a fazer sentido, e você ganha um bom argumento para não pagar caro por um aparelho que parece mais potente do que realmente é.

Com informações de Canaltech.

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