Disney+ Premium perde 4K e HDR no Brasil, mas preço continua o mesmo
Plano mais caro do Disney+ passa a entregar no máximo 1080p no Brasil, sem aviso e sem desconto. Entenda o motivo e o que fazer se você assina.
Quem paga o plano mais caro do Disney+ no Brasil acaba de perder um dos principais motivos para isso. Segundo o Tecnoblog, o Disney+ Premium deixou de oferecer imagem em 4K e HDR por aqui e agora entrega, no máximo, resolução 1080p (Full HD). O preço, no entanto, continua o mesmo: R$ 69,90 por mês.
A mudança aconteceu de forma silenciosa, sem aviso prévio aos assinantes, de acordo com a reportagem. Na página de planos do serviço, o Premium já aparece sem a promessa de qualidade máxima de imagem.
Como ficam os planos do Disney+
O Disney+ tem três opções de assinatura no Brasil. Segundo o Tecnoblog, os preços atuais são:
- Padrão com anúncios: R$ 29,90 por mês;
- Padrão sem anúncios: R$ 49,90 por mês;
- Premium: R$ 69,90 por mês.
Com a perda do 4K, o Premium passa a ter, em princípio, a mesma resolução dos planos mais baratos. O que continua diferenciando o pacote é o acesso aos canais ao vivo, como as transmissões esportivas da ESPN, incluindo jogos de futebol, além de vantagens em número de telas simultâneas e downloads.
Há ainda uma dúvida no ar: segundo o Tecnoblog, o site do Disney+ deixou de garantir 1080p nos planos Padrão. Não está claro se isso significa uma piora real de imagem nessas assinaturas também.
Por que a Disney tirou o 4K
A Disney não respondeu ao Tecnoblog até a publicação da reportagem. Mas, segundo apuração do Canaltech citada pelo site, a explicação mais provável é uma briga judicial com a InterDigital, empresa americana que detém patentes de tecnologias usadas para transmitir vídeo.
O processo tramita na Justiça do Rio de Janeiro. A InterDigital acusa a Disney de usar sem licença os padrões AVC e HEVC, que são formatos de compressão de vídeo, uma espécie de "embalagem" que reduz o tamanho dos arquivos para que filmes e séries possam ser transmitidos pela internet. A decisão contra a Disney saiu em setembro de 2025 e foi mantida em segunda instância, segundo o Tecnoblog.
Não é a primeira vez que isso acontece. Em julho, a Disney também retirou o 4K e o HDR em países da Europa depois de decisões judiciais parecidas. De acordo com o site What Hi-Fi, citado pelo Tecnoblog, a empresa disse ter restaurado a opção em agosto por lá, mas alguns aparelhos ficaram de fora.
Faz diferença para quem assiste?
Depende de onde você assiste. Em celulares, tablets e TVs menores, a diferença entre 1080p e 4K é pouco perceptível para a maioria das pessoas. Já em TVs grandes, de 55 polegadas ou mais, e com bons recursos de HDR, a perda pode ser notada em filmes com muitos detalhes e cenas escuras.
O HDR, aliás, é o que muita gente sente mais falta: é ele que deixa o brilho, as cores e o contraste mais vivos, independentemente da resolução.
O que o assinante pode fazer
Se você paga o Premium principalmente pela qualidade de imagem, vale repensar a assinatura:
- Avalie se usa os canais ao vivo. Se você não acompanha esportes da ESPN, o plano Padrão sem anúncios pode entregar praticamente a mesma experiência por R$ 20 a menos.
- Confira as configurações do aparelho. Algumas TVs e aplicativos permitem ver a resolução que está sendo exibida, o que ajuda a perceber se a mudança chegou para você.
- Fique de olho em atualizações. Como aconteceu na Europa, a Disney pode tentar resolver a questão jurídica e devolver o 4K no futuro.
- Procure seus direitos. Pelo Código de Defesa do Consumidor, mudanças que reduzem o que foi contratado deveriam ser informadas com clareza. Se você se sentir prejudicado, é possível registrar reclamação no consumidor.gov.br ou no Procon.
O que fica
O caso mostra como disputas de patentes, que parecem distantes do dia a dia, podem afetar diretamente o que chega à tela da sala. Para o assinante, a lição é acompanhar o que o plano realmente oferece e ajustar a assinatura quando o serviço muda, principalmente quando o preço não acompanha a mudança.
Com informações de Tecnoblog e Canaltech.