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Extensões falsas do Chrome sequestraram buscas de 13 milhões de pessoas

Relatório revela 319 extensões do Chrome que desviavam suas pesquisas para lucrar e podiam levar a golpes. Veja como checar e limpar o seu navegador.

Por Redação Plugado News
· 3 min de leitura
Extensões falsas do Chrome sequestraram buscas de 13 milhões de pessoas
Foto: Carissa Rogers (CC BY 2.0), via Wikimedia Commons

Aquela extensão que prometia "proteger o navegador" ou "achar PDFs mais rápido" pode ter feito exatamente o contrário. Um relatório da empresa de segurança Socket, divulgado nesta quinta-feira (29), identificou 319 extensões do Google Chrome que "sequestravam" as pesquisas dos usuários para ganhar dinheiro e que, em alguns casos, poderiam levar a páginas de golpe.

Segundo o TecMundo, essas extensões ficaram em atividade ao longo de cerca de dez anos e somam aproximadamente 13,4 milhões de downloads. A maioria já foi removida da Chrome Web Store, mas o caso é um bom lembrete para revisar o que está instalado no seu navegador.

Como funcionava o golpe

As extensões se disfarçavam de ferramentas úteis: buscadores de PDF, serviços de proteção para o navegador ou programas para "melhorar" as pesquisas na internet. Depois de instaladas, faziam o seguinte:

  1. Trocavam o buscador padrão do Chrome pelo Yahoo! ou pelo Bing.
  2. Desviavam cada pesquisa por um servidor intermediário (um "proxy") controlado pelos criminosos.
  3. Nesse caminho, adicionavam ao link um código de indicação falso, que dizia ao buscador que aquela visita tinha vindo de um parceiro.
  4. Com isso, empresas de fachada criadas pelos golpistas recebiam parte da receita de publicidade gerada pelas buscas.

Para o usuário, tudo parecia normal: ele digitava, via os resultados e seguia a vida. Só que cada pesquisa estava rendendo dinheiro para outra pessoa.

O risco vai além do dinheiro dos outros

O problema não é só alguém lucrando com as suas buscas. Como as pesquisas passavam por um servidor dos criminosos, segundo o relatório citado pelo TecMundo, eles poderiam alterar os resultados e mandar a vítima para páginas de phishing (que imitam sites reais para roubar senhas e dados) ou para downloads de programas maliciosos.

Em outras palavras, você podia procurar pelo site do seu banco e cair numa página falsa sem perceber.

Por que a loja do Google não pegou antes

Um detalhe chama a atenção: as extensões estavam na loja oficial do Chrome, mas marcadas como "não listadas". Isso significa que elas não apareciam quando alguém pesquisava na loja. Só dava para chegar até elas por um link direto, que era espalhado em anúncios em buscadores e redes sociais.

Essa estratégia ajudava os criminosos a escapar das verificações do Google e a manter as extensões no ar por mais tempo. Segundo a Socket, os grupos mais relevantes eram o SecuryBrowse, com 58 extensões e quase 5 milhões de downloads, e o Bing-Search, com 37 extensões e 2,2 milhões de usuários, sem ligação com a Microsoft.

Como verificar o seu navegador agora

Leva poucos minutos e vale para qualquer pessoa, não só para quem instalou algo parecido:

  • Abra a lista de extensões: no Chrome, digite chrome://extensions na barra de endereço.
  • Remova o que você não reconhece ou não usa mais. Na dúvida, remova; dá para reinstalar depois.
  • Confira o buscador padrão: vá em Configurações > Mecanismo de pesquisa e veja se está o buscador que você escolheu.
  • Revise as páginas de inicialização em Configurações > Ao iniciar; extensões maliciosas costumam mexer nisso também.
  • Se algo voltar sozinho depois de você corrigir, use a opção "Redefinir configurações" do Chrome e rode um antivírus.

Como evitar cair nessa

Algumas regras simples reduzem muito o risco:

  • Desconfie de extensões oferecidas em anúncios. Se uma propaganda leva direto para instalar algo, pare e pesquise antes.
  • Prefira extensões de empresas conhecidas e com muitas avaliações reais.
  • Leia as permissões: uma extensão de PDF não precisa "ler e alterar todos os dados dos sites que você visita".
  • Instale o mínimo possível. Cada extensão é uma porta a mais aberta no seu navegador.

O que fica de lição

O caso mostra que estar na loja oficial não é garantia de segurança. Segundo o TecMundo, depois da denúncia a grande maioria das extensões foi apagada ou já tinha saído do ar, mas ameaças parecidas podem voltar ao catálogo com outros nomes. Fazer uma faxina periódica nas extensões é um hábito tão importante quanto atualizar o celular ou trocar senhas fracas.

Com informações de TecMundo, com dados da Socket.

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